As abóboras não são exatamente plantas suscetíveis a doenças — elas possuem uma imunidade bastante forte a infecções e pragas. As doenças são causadas por práticas agrícolas inadequadas e condições de cultivo desfavoráveis. Vamos aprender sobre as doenças e os insetos que afetam as abóboras e como combatê-los.
Que doenças a abóbora pode ter?
As abóboras podem ser suscetíveis a doenças fúngicas, bacterianas e virais. Conhecer os sintomas e tomar medidas simples de controle e prevenção pode ajudar a minimizar o risco de infecção.
Bacteriose
É considerada uma das doenças mais perigosas e pode causar enormes perdas nas colheitas. É causada por bactérias fitopatogênicas. A infecção é transmitida por diversos meios, incluindo água, vento, pássaros e insetos.

A disseminação da doença é facilitada por:
- mudanças de temperatura;
- aumento da umidade do solo e do ar.
Sintomas de bacteriose:
- Aparecem manchas verde-escuras nas folhas.
- As abóboras apresentam úlceras marrons. Os frutos estão deformados e assumem formatos disformes.
- As folhas adquirem uma aparência semelhante a uma malha, repletas de orifícios irregulares.
A bacteriose persiste nas sementes e nos restos vegetais, por isso estes devem ser removidos da área e destruídos.
Como tratar:
- Pulverize com 1% de calda bordalesa;
- Pulverizar com oxicloreto de cobre a 0,4%.
- ✓ A concentração da solução deve corresponder estritamente a 1%, para não causar queimaduras nas plantas.
- ✓ O tratamento deve ser realizado pela manhã ou à noite para evitar queimaduras solares.
Para prevenir a doença, realiza-se a desinfecção prévia das sementes com sulfato de zinco a 0,02%.
oídio
Doença fúngica que geralmente ocorre devido a práticas agrícolas inadequadas. É disseminada por esporos e pode ser transmitida por meio de restos de plantas.
Fatores desencadeadores:
- umidade e frescor;
- muito nitrogênio no solo.
Sinais de oídio:
- Nas folhas há manchas brancas redondas;
- As manchas se fundem em uma só, maior - uma camada branca cobre toda a folha;
- Com o tempo, a camada esbranquiçada se espalha por todas as partes da abóbora;
- As partes afetadas da planta escurecem e secam;
- A doença interrompe a fotossíntese, o que causa uma desaceleração na formação dos ovários e uma deterioração no sabor e na qualidade da fruta.
Como tratar:
- As plantas doentes são tratadas com enxofre coloidal — seja em pasta a 70% ou em grânulos a 80%. A solução é preparada misturando 10 litros de água e 20 g de enxofre.
- Pulverize com uma solução de verbasco. O verbasco fresco é misturado com água (1:3) e deixado em infusão por três dias. Após coar, dilua com água – 3 litros de água para cada 1 litro de infusão.
- Se os métodos acima não ajudarem, pulverize as plantas com Topaz.
- ✓ Utilize apenas verbasco fresco para preparar a infusão.
- ✓ Deixe a solução em infusão por 3 dias em local escuro para ativar os microrganismos benéficos.
Para minimizar o risco de danos, recomenda-se escolher variedades modernas de abóbora.
Se as folhas estiverem muito infectadas, formam-se corpos de frutificação nas mesmas, nos quais os esporos do fungo amadurecem.
míldio
O míldio (outro nome para a doença) é muito semelhante em aparência ao oídio. As duas doenças podem ser distinguidas pela cor da camada que as cobre. A camada do oídio é branca, enquanto a do míldio é cinza com um tom arroxeado.
Fatores desencadeadores:
- alta umidade;
- temperatura na faixa de +16 a +22 °C;
- chuvas e nevoeiros.
Quando a temperatura sobe para +30 °C, os sintomas do míldio desaparecem.
Sintomas do míldio:
- A camada cinzenta concentra-se na parte inferior da folhagem;
- A parte externa das folhas é coberta por manchas amarelas, que com o tempo começam a escurecer;
- As folhas perdem líquido, secam e ficam quebradiças.
Como tratar:
- Pulverize com uma solução de oxicloreto de cobre (35 g por 10 l de água).
- Todas as partes das plantas, tanto as doentes quanto as saudáveis, estão sujeitas a tratamento.
Para reduzir o risco de míldio, mantenha os intervalos estabelecidos entre as plantas - o plantio denso favorece o desenvolvimento da doença.
podridão radicular
Afeta as raízes das plantas. Mudas enfraquecidas geralmente são suscetíveis à infecção. Se o tratamento não for iniciado rapidamente, as plantas morrem.
O que causa a podridão das raízes:
- mudanças repentinas de temperatura;
- Regar com água fria.
Sintomas de podridão radicular:
- As raízes da abóbora ficam marrom-acinzentadas e amolecem.
- As folhas na parte inferior da planta ficam amarelas.
- A abóbora para de crescer e se desenvolver.
Métodos de tratamento:
- Desinfecção de sementes em solução de sais de cobre a 0,5%.
- A camada superficial do solo é removida e substituída por solo fresco e não contaminado, turfa, areia ou serragem.
- As partes aéreas das plantas são tratadas com cinzas de madeira, cal hidratada, carvão triturado ou giz.
- Pulverize com uma solução de Fundazol a 1%.
Regar com água morna (a partir de +20 °C) e tratar o solo com o fungicida "Previkur" ajuda a reduzir o risco de podridão radicular.
Mancha verde
Essa doença surge na segunda metade do verão, pouco antes da colheita. Ela se espalha pelo vento e pela água. Inicialmente, os sintomas são quase imperceptíveis, mas a doença se manifesta completamente durante o armazenamento.
Fatores desencadeadores:
- solos argilosos;
- mudanças repentinas de temperatura.
Sintomas da mancha verde:
- Aparecem manchas nas abóboras, de cor verde-clara ou castanha;
- rachaduras na crosta;
- Quando armazenadas, as frutas afetadas estragam por dentro e apodrecem rapidamente.
Frutas afetadas pela mancha verde não devem ser armazenadas; elas precisam ser processadas imediatamente após a colheita.
Como tratar a mancha verde:
- Pulverizar com calda bordalesa;
- tratamento com o medicamento "Alirin-B".
As seguintes medidas ajudam a prevenir a mancha verde:
- utilização do método de cultivo de mudas;
- Seleção de sementes grandes e pesadas;
- desinfecção de sementes com suco de aloe vera ou solução de permanganato de potássio;
- endurecimento das sementes.
Mosaico amarelo
A doença manifesta-se muito cedo — assim que as mudas emergem. Ou um pouco mais tarde — em arbustos jovens. É transmitida pelo solo e por insetos como pulgões, moscas-brancas e outros.
As abóboras não possuem imunidade suficiente contra o mosaico amarelo. Existe o risco de infecção secundária, que em quase 100% dos casos leva à morte da planta.
Fatores desencadeadores:
- ervas daninhas;
- Infestação de pulgões.
Sintomas:
- Nas plantas jovens, as folhas ficam brancas e se enrolam;
- Nos adultos, as folhas são cobertas por padrões amarelados;
- A planta parece doente e para de crescer;
- Os frutos ficam deformados e não se desenvolvem, e sua coloração torna-se um mosaico.
Como tratar:
- Pulverizar com uma solução de malation;
- Se uma abóbora de estufa estiver doente, remova a camada superior do solo e use uma solução de fosfato trissódico a 0,5% para tratar a estufa.
As seguintes medidas ajudarão a prevenir o mosaico amarelo:
- desinfecção de material de sementes em permanganato de potássio;
- tratamento com o medicamento antifúngico "Pharmaiod-3";
- Tratamento de plantas com uma emulsão preparada à base de óleos minerais.
Após a pulverização das plantações infectadas, as roupas são fervidas várias vezes – o vírus do mosaico amarelo pode persistir no tecido por até 2 anos.
Antracnose (scarden)
Essa doença fúngica ataca folhas e abóboras. Os esporos do fungo são transportados pelo ar e levados por insetos na chuva.
As abóboras afetadas pela antracnose são impróprias para consumo – sua polpa adquire um sabor amargo.
Causas de ocorrência:
- alta umidade;
- presença de ervas daninhas no local;
- alta temperatura.
Sintomas da antracnose:
- Grandes manchas marrom-amareladas aparecem nas folhas;
- Com o tempo, as manchas secam e se desfazem;
- Em seguida, a infecção se espalha para os caules e frutos, que ficam cobertos de úlceras marrons;
- A planta seca, as abóboras enrugam e apodrecem.
Tratamento:
- Pulverizar com calda bordalesa a 1%;
- tratamento com o medicamento "HOM".
Aos primeiros sinais de antracnose, a planta deve ser tratada com um dos preparados mencionados anteriormente. Se a planta estiver completamente infectada, deve ser arrancada e destruída.
Além das medidas gerais, a prevenção da antracnose envolve o tratamento das plantas com enxofre em pó.
Ao colher a abóbora, procure não danificar a casca, pois os esporos dos fungos podem penetrar na fruta através de rachaduras.
Para prevenir a antracnose, as sementes são tratadas com cinzas:
- Dissolva 40 g de cinzas em 2 litros de água morna;
- Conservar em local escuro por 24 horas;
- Deixe as sementes de molho na solução por 6 horas;
- Seque e utilize para o plantio.
Murcha de Fusarium
O patógeno é um fungo presente no solo que pode sobreviver nele por um longo período. Ele também sobrevive em sementes. A infecção ocorre através do solo — o fungo primeiro penetra nas raízes e depois se espalha pelo sistema vascular do caule.
A planta pode ser infectada durante a capina e a amontoa de terra, danificando as raízes. O fungo penetra rapidamente através de feridas e rachaduras.
Causas de ocorrência:
- baixas temperaturas na fase de germinação;
- altas temperaturas durante a fase adulta da planta;
- solos argilosos e limosos em condições de seca;
- aumento da acidez do solo.
Sintomas da murcha de Fusarium:
- enfraquecimento do sistema radicular;
- desbaste de caules;
- As áreas afetadas ficam cobertas por uma camada branco-rosada;
- As folhas ficam amarelas se o verão for seco e o solo ressecar.
Detectar a murcha de Fusarium em seus estágios iniciais é praticamente impossível, pois a doença começa nas raízes. Quando os sintomas se tornam visíveis, toda a planta já está afetada, e a única solução é destruí-la. Portanto, todas as medidas para combater a murcha de Fusarium são preventivas, visando evitar a doença.
Prevenção da fusariose:
- Fertilização com fertilizantes orgânicos e minerais com alto teor de fósforo e potássio;
- Tratamento de mudas com Kornevin;
- tratamento do solo com fungicidas, como Fundazol, Fitosporin-M, Baktofit, etc;
- Pulverizar as mudas com uma solução de leite e iodo.
podridão branca
A mancha foliar por esclerotínia (também conhecida como esclerotínia) ataca as abóboras durante a fase de frutificação — os frutos e todas as partes aéreas. É causada por um fungo cujos esporos sobrevivem ao inverno no solo e são dispersos pelo vento. A doença afeta uma grande variedade de culturas e está disseminada por toda a Rússia.
Motivos da aparição:
- encharcamento do solo;
- Umidade do ar elevada – cerca de 90%;
- temperaturas baixas – de +12 a +15 °C;
- Regar com água fria;
- Ajuste perfeito.
Sintomas da podridão branca:
- Uma camada esbranquiçada e escamosa aparece nos frutos afetados;
- Em seguida, aparecem esclerócios – manchas escuras – nos frutos;
- As áreas afetadas ficam macias.
Como resultado da doença, todos os frutos afetados morrem na planta ou posteriormente, após a colheita. As abóboras colhidas de uma planta doente podem parecer saudáveis, mas inevitavelmente apodrecerão durante o armazenamento.
Como tratar:
- Polvilhe as partes afetadas com giz ou carvão triturado;
- Cubra as áreas afetadas da fruta com uma pasta de giz, permanganato de potássio e água;
- Remova a área afetada, preservando parte da fruta saudável.
Para prevenir a podridão branca, as plantações são pulverizadas:
- uma solução de ureia (10 g), sulfato de zinco (1 g) e sulfato de cobre (2 g);
- No estágio de três folhas, realiza-se o tratamento com calda bordalesa.
Pragas da abóbora e métodos de controle
As pragas da abóbora são poucas, e os principais métodos de controle são remédios caseiros. Os jardineiros tendem a usar pesticidas químicos apenas em casos extremos.
Pulgão do melão
Essa praga pode ser vista na parte inferior das folhas — é ali que elas estabelecem suas colônias. As larvas de pulgões também podem aparecer em flores e ovários.
Os pulgões têm corpos ovais, de cor amarela ou verde, e medem de 1,25 a 2 mm de comprimento. Eles sugam a seiva das plantas, por isso devem ser eliminados o mais rápido possível.
Se os insetos sem asas não forem exterminados, no ano seguinte a horta será atacada por fêmeas aladas que, voando de planta em planta, destruirão rapidamente a colheita.
Os seguintes fatores contribuem para a infestação de pulgões:
- ervas daninhas;
- Violação das práticas agrícolas e falta de prevenção.
Sinais de danos:
- As folhas se enrolam e caem com o tempo;
- As flores estão caindo;
- Se a planta parar de crescer, há uma grande probabilidade de ela morrer.
Os pulgões são vetores de doenças perigosas.
Com o que pulverizar:
- Decocções de celidônia e absinto. Adicione 2 a 3 kg de ervas picadas a um balde de água e deixe em infusão por 24 horas.
- Infusão de casca de cebola. Deixe em infusão 200 g de casca de cebola em 10 litros de água morna.
- Solução com sabão. Dissolva 150 g de sabão em pó em um balde.
- Preparações químicas – Karbofos, etc.
Os tratamentos químicos devem ser interrompidos 20 dias antes da colheita.
Você pode prevenir ataques de pulgões atraindo joaninhas.
ácaro
Os ácaros são pequenos, mas inimigos mortais das abóboras. Se não forem tratados, a planta certamente morrerá.
Fatores que provocam o aparecimento de ácaros:
- clima seco e quente;
- A falta de escavação no outono faz com que larvas e ácaros hibernem no solo.
O ácaro mede de 0,3 a 0,4 mm de comprimento e vive na parte inferior das folhas. Uma vez instalado, o inseto suga gradualmente todos os nutrientes vitais da planta.
Sinais de danos:
- Na parte interna das folhas há pontos amarelos;
- As manchas individuais gradualmente se fundem em uma única mancha grande;
- O inseto primeiro tece sua teia ao redor das folhas;
- Aparecem zonas endurecidas nos frutos.
Como lutar:
- Borrife as plantas com água morna;
- Trate as plantas com uma infusão de casca de cebola ou alho - 200 g por 10 litros de água;
- pulverizar com "Kelthane", "Karbofos", etc.
besouro estalador (verme-arame)
Os besouros não causam nenhum dano às abóboras. São suas larvas, chamadas de larvas-arame, que causam os danos. Elas se tornam perigosas no segundo ano, quando ficam amarelas e cobertas por uma espessa carapaça quitinosa.
Danos causados por larvas de besouro-arame:
- comer brotos jovens;
- afeta as raízes e o colo da raiz.
Como lutar:
- armar armadilhas;
- Se a infestação for alta, trate com inseticida.
A isca para larvas de besouro-arame é feita com pedaços de batata, nabo e beterraba. As raízes picadas são colocadas em pequenas depressões e removidas após alguns dias, juntamente com as larvas.
Lesmas
Elas aparecem no final da primavera. São muito prolíficas, vorazes e capazes de causar danos significativos às plantações. Sua disseminação é facilitada pelo clima úmido e frio. As lesmas emergem à noite e se escondem pela manhã.
Danos causados por lesmas:
- comer os ovários;
- comer folhas jovens de plantas;
- devore os frutos.
Como combater lesmas:
- Desbaste as plantas, retire as ervas daninhas e afofe a terra;
- Faça armadilhas com folhas de repolho, tábuas e trapos úmidos;
- Polvilhe o solo com cinzas ou pó de tabaco;
- Eles tratam as plantações com infusões de camomila, alho e absinto;
- Faça tiras protetoras com cal ou sulfato de cobre;
- Caso haja muitas pragas, o solo ao redor das plantas deve ser pulverizado com "Kreotsid-100" ou polvilhado com "Groza".
Mosca broto
A mosca em si não prejudica a abóbora, mas suas larvas são perigosas. A mosca atinge de 5 a 7 mm de comprimento. Ela tem o corpo cinza e uma faixa escura que atravessa seu abdômen. As larvas são brancas, crescem até 7 mm de comprimento e são ligeiramente afiladas na parte frontal.
Após hibernarem no solo, as pupas emergem em maio e depositam seus ovos na terra. As larvas eclodidas se alimentam de sementes e mudas de abóbora em germinação.
Danos causados por larvas de moscas-das-brotas:
- Ao penetrarem no caule, vivendo e se alimentando ali, destroem as plantas;
- Não deixe as mudas de abóbora se desenvolverem – elas podem destruir 2/3 das plantas.
Métodos de controle:
- Trate as sementes com Fentiuram antes do plantio;
- Plante as mudas o mais cedo possível;
- No outono, eles revolvem a terra, adicionando estrume fresco e fertilizantes minerais.
Medidas preventivas
Além das medidas preventivas específicas utilizadas para prevenir doenças e pragas específicas, existe um conjunto de medidas gerais. Essas medidas, quando implementadas, permitem o controle simultâneo de todas as doenças e pragas.
Medidas gerais para a prevenção de doenças e pragas da abóbora:
- destruição de plantas doentes;
- Capina regular e controle de ervas daninhas (queima);
- plantio de variedades resistentes a doenças;
- Respeito ao padrão de plantio – plantios densos não devem ser permitidos;
- Escavação profunda do solo antes do plantio com adição de estrume;
- desinfecção do solo com Fitosporin ou Gamair;
- cumprimento dos princípios de rotação de culturas;
- cobertura do solo com mulch;
- rega regular das abóboras;
- Inspeção regular das plantações.
Ao lidar com doenças e pragas em abóboras, é importante identificar o problema precocemente ou, melhor ainda, evitá-lo. Tomando medidas preventivas em tempo oportuno, você pode minimizar o risco de danos às abóboras.













Agradeço pelas informações detalhadas. Com base no seu artigo, consegui identificar a doença e tratá-la com sucesso.