A cebolinha roxa é uma variedade versátil e amplamente utilizada na culinária. Embora suas folhas se assemelhem às da cebola comum, os bulbos em si têm uma aparência distinta devido à sua coloração vermelho-arroxeada, incomum para essa variedade.
Quem e quando cultivou a cebola roxa para salada?
A cebola vermelha para salada foi desenvolvida por melhoristas russos. Seus autores são M. M. Tsiunel, S. F. Gavrish, I. M. Lezenkova e D. S. Gavrish. A variedade foi adicionada ao Registro Estadual em 2013. É recomendada para cultivo na Região Central da Federação Russa.
Descrição da planta e dos bulbos
A planta possui uma roseta de folhas compacta e bem formada. As folhas são verde-escuras, com textura suculenta e delicada. Os bulbos são fortemente alongados, de tamanho médio e densos, com pescoços alongados.
Esta variedade é classificada como de pequeno cacho. Cada cacho contém no máximo dois bulbos, pesando entre 50 e 65 g. As escamas secas da cebola roxa para salada têm uma tonalidade roxa vibrante, enquanto as escamas suculentas são branco-arroxeadas. O comprimento do bulbo atinge 10 cm.
Sabor e aplicação
Graças ao seu sabor agradável e levemente picante, esta variedade é extremamente popular entre jardineiros e cozinheiros. Seu sabor agridoce é praticamente isento de amargor. As vagens também são levemente picantes.
As cebolas roxas para salada são ricas em vitaminas, especialmente A, B, C e P, além de microelementos como zinco, ferro, magnésio, iodo, potássio e outros. Mais importante ainda, são ricas em fitoncidas, que matam ou inibem a maioria dos fungos e microrganismos patogênicos.
Produtividade e outras características
A cebola roxa para salada é uma variedade de maturação precoce, com uma taxa de maturação pré-colheita de 90%. O tempo da germinação à colheita é de 100 a 110 dias. Esta cebola tem um excelente rendimento — aproximadamente 350 centners por hectare. A variedade tolera bem geadas e secas.
Prós e contras
Antes de plantar cebolinhas roxas na sua horta, vale a pena conhecer todas as suas vantagens. É igualmente importante estar ciente de quaisquer desvantagens, pois elas podem ser críticas para você, exigindo que procure uma variedade diferente.
Vantagens:
Imperfeições:
Sutilezas do plantio
Essa variedade pode ser cultivada a partir de sementes, bulbos jovens e mudas. Para obter bulbos grandes nesta temporada, use bulbos jovens — pequenos bulbos cultivados a partir de sementes. As mudas são mais comumente usadas em regiões com primaveras longas e verões curtos.
Características do plantio de cebolas roxas:
- Plante em áreas abertas e bem iluminadas. Os melhores solos para esta variedade são os férteis, úmidos, franco-arenosos ou franco-argilosos, com pH neutro ou ligeiramente ácido. As cebolas roxas não toleram alta acidez, portanto, cinzas de madeira ou outros agentes acidificantes são adicionados a solos ácidos.
- Em climas temperados, as sementes e mudas são plantadas por volta do final de abril. O plantio é realizado com base no aquecimento do solo, que deve atingir de 10 a 12°C. As sementes para mudas são semeadas em março e o plantio ocorre em maio.
- Independentemente do método de cultivo, as sementes são semeadas a uma profundidade de 1 a 1,5 cm. O padrão de plantio ideal é de 5 x 20 cm.
Como cuidar?
Para obter uma grande quantidade de cebolas vermelhas saborosas e grandes para salada, você precisará de cuidados básicos: rega, adubação e afofamento do solo.
Características do cuidado:
- Rega As cebolas roxas precisam ser colhidas regularmente; isso afeta seu sabor, suculência e tamanho. A umidade é crucial durante períodos de calor e seca.
A rega deve ser feita com moderação, pois o excesso de umidade e/ou a umidade estagnada podem causar o apodrecimento dos bulbos. Em clima normal, a frequência recomendada é de uma vez por semana; em tempo chuvoso, a rega deve ser suspensa. - Fertilizantes São adicionados durante a escavação e preparação dos canteiros. Normalmente, incluem húmus e alguns fertilizantes minerais, como superfosfato e sal de potássio.
Duas semanas após a germinação, adiciona-se esterco bovino diluído. Posteriormente, utilizam-se fertilizantes minerais, principalmente compostos de potássio e fósforo, para minimizar a quantidade de nitratos nos bulbos. - Afrouxamento O ideal é capinar os canteiros após cada rega. As ervas daninhas devem ser removidas imediatamente. Se você não capinar, não conseguirá cebolas grandes.
Doenças e pragas
As cebolinhas roxas para salada possuem boa imunidade à maioria das infecções e patógenos, fungos, bactérias e vírus. Com práticas agrícolas adequadas, elas não são suscetíveis à podridão, fusariose, amarelecimento e outras doenças. No entanto, recomenda-se o tratamento preventivo.
Os maiores riscos estão associados a infecções fúngicas. Para eliminar completamente a sua ocorrência, a massa verde é pulverizada com sulfato de cobre. Para isso, prepare uma solução com 1 colher de sopa do produto para cada 10 litros de água.
Limpeza e armazenamento
As cebolas roxas são colhidas quando atingem a maturação completa. O período de colheita varia conforme a região; na parte central do país, as cebolas estão prontas no final de julho, enquanto na Sibéria e nos Montes Urais, estão prontas em agosto. A colheita começa quando as folhas ficam amarelas e rentes ao chão, a casca se solta facilmente dos bulbos e os talos secam e ficam mais finos.
A colheita é realizada em tempo seco e ensolarado. As cebolas colhidas são secas nos canteiros ou, melhor ainda, sobre cobertores estendidos. Se chover, as cebolas são transferidas para um local seco e ventilado. Antes do armazenamento, as cebolas são selecionadas, as folhas e as raízes são cortadas e, em seguida, armazenadas em caixas, caixas de papelão ou penduradas no teto, amarradas em tranças ou dobradas em meias de náilon.
Avaliações
A cebola roxa para salada é merecidamente popular entre os jardineiros entusiastas. Apesar de ter sido introduzida recentemente, essa variedade vermelha já se tornou uma das favoritas dos nossos jardineiros. Além do excelente sabor, eles valorizam a precocidade, o alto rendimento e a resistência a doenças.



