Este ano, o rio Volga atingiu seu nível mais alto. Não se via uma cheia como esta há anos. A usina hidrelétrica não está dando conta da demanda, inundando o curso inferior do rio, e o curso superior também está no seu nível máximo — a água está quase transbordando.
É bom para os peixes que o Volga tenha transbordado, especialmente nos campos – são rasos, há muita vegetação e a água é aquecida pelo sol – um local ideal para a desova! Só tem um porém: a água precisa ser liberada, o que significa que o nível da água logo vai baixar, o Volga voltará ao seu curso normal e todos os ovos na vegetação ficarão sem água – o que significa que muitos alevinos morrerão. Mas, infelizmente, não há nada que possamos fazer. Para evitar que pessoas se afoguem, sacrificamos peixes.
Fomos pescar bem no auge da cheia. Os peixes nessa área costumam estar vorazes, pouco antes da desova.
Todas as árvores estavam inundadas, e naquele local havia uma ravina profunda e SECA com uma estrada! A água subiu pelo menos 3 metros.
Não é um bom lugar para pescar — tem tantos arbustos e galhos que você nem consegue lançar a linha — ela só vai enroscar. Também tem folhas secas flutuando e todo tipo de lixo. Mas a gente tá desesperado, então não custa tentar!
Eles lançaram uma vara de pesca:
Ficamos sentados ali por um longo tempo. Não houve nenhuma mordida.
Por puro tédio, comecei a olhar em volta e vi tanta beleza. Adoro prestar atenção aos pequenos detalhes. Podem parecer insignificantes à primeira vista, mas de um certo ângulo são verdadeiramente belos! Veja só:
Meu marido percebeu que eu estava perdendo o interesse e sugeriu que mudássemos de lugar. Poderíamos tentar pescar de outra parte da planície aluvial. Teria sido ótimo, mas tínhamos levado malas e todo tipo de equipamento de pesca. É um saco carregar tudo isso.
Mas ele tinha razão, assim que chegamos ao novo lugar, a picada se intensificou!
E os peixes estavam mordendo bem. Mas naquele ponto, a água corria forte, a correnteza nos empurrava para longe por cinco minutos, depois, de repente, parava por dois minutos e, em seguida, a correnteza vinha direto em nossa direção. E os peixes só mordiam na correnteza forte. Quando a água parava, tudo ficava quieto. Os peixes também ficavam imóveis.
Estávamos pescando com uma vara simples de 6 metros. Usávamos larvas como isca. O fundo tinha 1,5 metros de profundidade. A bóia era assim:
O anzol é assim (um pouco grande, eu deveria ter pegado um menor):
Agora vou te contar o lugar onde os peixes grandes estavam mordendo a isca. É a mesma Península de Kopylovo (Região de Samara). O lugar se chama "No Cano". Os pescadores locais conhecem bem.
Na verdade, a água está jorrando por trás do cano — às vezes ela jorra sob pressão, às vezes é sugada de volta. E há toneladas de peixes nadando para lá e para cá ali.
A correnteza é muito forte. Se você cair, com certeza será sugado pelo cano para o outro lado da margem (por cima da ponte!). É muito perigoso. Portanto, tenha cuidado em um lugar assim. Principalmente porque há um desfiladeiro profundo ali. E como a água gira! Às vezes, sua bóia é sugada direto para o funil — você tem que puxá-la e arremessá-la de novo. Pesca muito ativa. Nunca entediante!
Um peixe bom e grande:
Pouco tempo depois, a captura aumentou:
Bebemos um balde inteiro em duas horas. Saímos ao pôr do sol.
Era final de maio. As águas já baixaram e a pesca diminuiu. A área está seca agora, e a água ao longe é o Lago Karasyevo, que o Volga inunda na primavera.















